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quarta-feira, abril 09, 2008

Blog precisa ser jornalismo?

Quarta-feira, 9/4/2008

Rafael Fernandes



Uma das grandes discussões recentes na Internet é a suposta falta de confiabilidade dos blogs. Assim, quem quiser passar respeito teria de se apossar dos preceitos do bom jornalismo para garantir qualidade de informação e dessa forma se legitimar. Mas será que é uma obrigação? Ou melhor, será que todos os blogs devem agir assim? É preciso lembrar que preocupações com procedência e qualidade devem ser levadas em conta para avaliar qualquer tipo de provedor de conteúdo. Um jornal ou revista estar há anos no mercado é um fator importante, mas não é só por fama que se faz credibilidade. Sabemos de manobras de meios de comunicação para favorecer certos grupos ou pressionar outros. E qualquer um que queira divulgar uma informação, seja onde for, pode escolher mostrá-la da forma como lhe convém. Ou tomemos como exemplo a frase de Assis Chateaubriand a seus empregados: "Quem quer ter opinião, que compre um jornal!". Hoje grandes veículos impressos (New Yorker, Economist etc.) são reconhecidamente de alta qualidade, e podem continuar daqui a 10, 20 anos. Mas não só tendem a migrar para a Internet, como tantos outros devem morrer. E bons jornalistas também devem migrar para a web, que vai revelar outros tantos talentos sem serem chamados de jornalistas (seriam blogueiros?Interneteiros? Ou simplesmente escritores?).

A recente competitividade e a decadência do mercado da mídia impressa fazem com que redações sejam enxugadas, jornalistas experientes sejam cortados em prol de jovens mais baratos; a necessidade de vender é inversamente proporcional ao condão do conteúdo; e, particularmente na cobertura de cultura, as assessorias de artistas é que parecem pautar as redações. Isso não faz com que grandes da imprensa se tornem irrelevantes de um dia para outro. Mas é engraçado que clamem credibilidade quando vemos que a qualidade atual nem sempre acompanha a campanha. Esses fatores não impedem que tais veículos continuem nos trazendo boas análises e matérias de alto gabarito - escritas tanto por profissionais jovens quanto por experientes. Nem são motivo para já darmos aos blogs a coroa de reis da informação. Afinal, também é possível encontrar uma enormidade de baboseiras e baixo nível na rede - e em maior quantidade. Muitos blogueiros sentam na cadeira da comodidade antes sequer de serem relevantes. A ignorância pode nascer em qualquer lugar. Mas vale lembrar que nomes de referência no jornalismo sem terem se formado em tal (Daniel Piza, Ruy Castro, Sérgio Augusto, Paulo Francis). Por que algo semelhante não pode acontecer na Internet? De longe, parece que a grande imprensa está tremendo com a possibilidade de que seu status quo, sua imponência, sua relevância, sua postura de quinto poder - o que leva inclusive à arrogância e a um "não me toques" - estar tomando um enorme baque, nunca antes sentido.

Blog não é só gerar opinião ou informação, mas também é troca. São criadas interações com o leitor bem como redes de contato. É uma relação bastante diferente do antigo jornalismo. No primeiro caso, quem lê pode opinar. Se isso por um lado é bom, pois é possível contestar o autor, por outro gera excessos nas atitudes, até irracionalidade e agressividade dos comentaristas, o que leva a um maior controle dos comentários - um contra senso à idéia de liberdade que a rede dá. Algo nesse sentido saiu em recente pesquisa e já gera incômodo por parte dos promotores de conteúdo. Na geração de comunidades, novo paradoxo: a criação de "amigos", que se visitam, pode gerar apatia, falta de contestação, mas também promove retroalimentação e constante troca de idéias. E não só de blogs se faz Internet, mas também de portais, sites, fóruns e afins. A seu favor está a ampliação do texto: vídeos, fotos, links, áudio e comentários podem complementar e enriquecer o que é exposto. Um grande texto continuará um grande texto, mas se estiver munido de mais atrações, melhor ainda.

Para responder à questão exposta no título e no primeiro parágrafo creio que blog não precisa, necessariamente, ser jornalismo. É apenas mais uma (democrática) ferramenta de comunicação: por que deve ter apenas uma maneira "correta" de ser usado? Por que não pode ser simplesmente um "diário adolescente"? Ou um local para expor pensamentos? Existem milhares de possibilidades. A aproximação ao que se entende por jornalismo vai depender do que se propõe expor e do preparo do blogueiro. Como leitor me baseio na própria experiência: acho que para certos assuntos é necessário que haja profunda pesquisa e levantamento de diferentes versões de um fato. Principalmente em assuntos mais "pesados" ou que necessitem de fontes que não estão à disposição na Internet - e é claro que um jornalista gabaritado ajuda a legitimar. Mas quem não for conhecido ou formado pode, aos poucos, se firmar como referência (lembram-se do "não-jornalistas" há alguns parágrafos?). Em temas de menor relevância, sem que se precise de fontes offline, não vejo a necessidade desse tipo de atuação. E para assuntos mais específicos, de nicho, um jornalista dificilmente conseguiria cobrir de forma tão eficiente quanto uma pessoa que trabalha com o tema ou que o tenha como um hobby sério.

À medida em que é possível organizar o enorme conteúdo da Internet (via feeds, newletters etc.) podemos ter somente a informação que queremos. Ao invés de uma dezena de cadernos com centenas de artigos, selecionaremos qual assunto queremos, que tipo de análise, de quem e com que freqüência. É o fim daquele amontoado de papel inútil; esse formato deverá permanecer por alguns anos, mas é possível que sirva para textos maiores, grandes reportagens e análises - quem sabe até se aproximando de um formato de revista - e com pequenas tiragens. A queda nas vendagens e anúncios mostra que o jornal físico como conhecemos está em decadência. Há quem justifique sua existência ainda por uma suposta "praticidade": "é mais fácil de ler", "é bom pra ler no café", "dá pra ler deitado", "levo no banheiro" e etc. Bem, não passo a maior parte do tempo nem tomando café, nem deitado, muito menos no banheiro, mas sim na frente de um computador. E prefiro que as informações me cheguem organizadas por categoria - posso bater o olho nos títulos e saber de antemão o que pode me interessar. A realidade mostra que os argumentos pró papel são cada vez mais fracos.

A Internet parece amedrontar muitos jornalistas: a perspectiva do desconhecido à espreita do conforto. A grande diferença hoje entre blogueiros e jornalistas vem daí: os primeiros nada têm a perder; em geral têm empregos fixos, escrevem por escrever e estão crescendo com mudança. Já os segundos têm tudo a perder: o formato em papel está acabando, sua relevância já não é mais a mesma, seus empregos estão em risco e muitos enfrentam dificuldade com tecnologia. Talvez haja receio de terem de se tornar empreendedores, procurar novas oportunidades na rede e fora dela em detrimento a posições cômodas nas redações dos grandes jornais. Só não percebem o básico: o bom jornalista tem formação e talento como diferenciais - só falta descer do salto, usar a criatividade e desbravar novas oportunidades.

Rafael Fernandes
São Paulo, 9/4/2008

segunda-feira, abril 07, 2008

blogs e transformações

07/04/2008
Nova geração perde a figura do 'eu'

Portais de blogueiros e páginas de marcas ou empresas mostram a transformação que o blog teve nos últimos anos


Quando começou a aparecer no Brasil, o blog estava muito voltado à figura do “eu”. O blogueiro falava de sua vida pessoal abertamente e era a figura principal da página – “evasão de privacidade” era um termo usado na época. Era mais do que um simples diário virtual: um espaço para escrever crônicas, poemas, resenhar livros e filmes, contar piadas ou simplesmente não falar nada com nada. Era assim com quase todas as pessoas que começaram a blogar entre 2000 a 2004 – e de certa forma continua sendo, pois o blog ainda mantém sua característica principal de dar voz para qualquer internauta.

Mas uma tendência que vem crescendo nos últimos anos são páginas temáticas e coletivas, cada vez mais a cara de sites! “Antes era o blog do fulano, agora é o blog do carro. A figura do blogueiro continua importante, mas a marca e posicionamento do blog vem se tornando outro elemento-chave”, diz Wagner “Mr.Manson” Martins.

“Vi outro dia um blog de um toca-MP3. O que ele vai postar? ‘Hoje apertaram os meus botões, ligaram o play e avançaram duas faixas. Aí meu dono entrou no ônibus e fez a coisa que mais odeio: me escondeu dentro da cueca para eu não ser roubado’”, brinca Ronald Rios (http://rockdeindio.com/fsp), de 19 anos – seis deles de blog.

Isso ocorre devido à profissionalização recente que acontece com essa ferramenta. Apesar de ainda ser uma mídia “descolada”, ter blog hoje é uma forma de negócio muito nova. Uma empresa que cria o blog de um celular, por exemplo, o fez para deixar o produto mais próximo do leitor.

Uma das principais razões que explicam o sucesso do blog no País é que ele sempre foi uma ação entre amigos. Sicrano leu o blog de beltrano, gostou e linkou a página dele em seu espaço. Aos poucos iam se formando grupos e panelinhas.

Um caso emblemático aconteceu com Clarah Averbuck. Quando ainda blogava no Brazileira!Preta, a escritora passou por dificuldades financeiras. Ela retratou isso no blog e até publicou o número de sua conta bancária caso alguém resolvesse ajudá-la. E não é que pintaram alguns depósitos? Outra vez, agora desempregada, ela escreveu que estava prestes a ser despejada de sua casa. Um leitor leu a história e emprestou um apartamento vazio para Clarah viver por quatro meses até ela descolar um trabalho.

Essa troca de favores ainda existe. Não são poucos os blogueiros que conseguiram algum emprego graças a outro blogueiro, ou que resolveu se unir com outro dono de blog para montar uma empresa. Afinidade é algo normal na blogosfera. O que anda acontecendo hoje de diferente é que antes essas oportunidades eram uma conseqüência, aplicadas ao mundo real. Dificilmente alguém montava um blog pensando nisso. Agora não – e as parcerias ficam cada vez mais restritas ao universo virtual.

Um bom exemplo são os portais de blogs, como o Blogamos (www.blogamos.com.br) e HiTech Live (www.hitechlive.com.br). Eles contam com vários blogueiros participantes e montam uma home page com os melhores posts de cada um.

“É uma tendência que tem se acentuado por três motivos: as pessoas acham mais divertido fazer parte de um coletivo, a exposição de seu site fica maior e as oportunidades de se obter alguma receita blogando é teoricamente maiores”, analisa Ruy Goiaba, que já foi do Wunderblogs e agora está no A Postos.

Algo que está se tornando comum são blogs que tratem de assuntos em comuns criarem parcerias entre si. No Sedentário e Hiperativo só é colocado na página o banner de outro site se ele for popular. “Trocar link e banners é algo muito importante, pois faz o seu leitor entrar em outro site, e vice-versa”, diz Bruna Calheiros.

“Nosso espaço é limitado. É injusto colocar o Jacaré Banguela, que é muito popular e nos ajuda, ao lado de um blog menor com poucas visitas. Damos destaque para quem nos destaca.”

Outra questão que exemplifica a teoria de que os blogs estão mais restritos ao universo da internet é a popularização das páginas pessoas de entretenimento, em que o blogueiro mostra aquilo que bomba na internet: uma notícia bizarra, um vídeo engraçado, a montagem de uma foto... Se os blogs antes eram mais geradores de conteúdo, agora estão mais para filtro.

“Eu montei um espaço para publicar os papos e idéias que surgiam no boteco com os meus amigos. A molecada agora, sem ser pejorativo, usa a internet como o seu boteco. É nela que se descobrem coisas novas e se troca idéias”, analisa Manson.

Um blog de sucesso nesse molde é o Ueba (www.ueba.com.br), que desde 2002 só indica links interessantes. “Ponho qualquer coisa que acho bacana e tenho algumas parcerias com outros blogs. Umas são comerciais, outras estratégicas”, analisa Gilberto Soares Filho, de 35 anos.

Essa realidade já tem os seus críticos – a geração mais antiga, principalmente. Quem deu uma alfinetada recentemente foi Edney Souza, o Interney. No mês passado ele lançou a ação Blogagem Inédita, onde qualquer blogueiro teve um mês para produzir um post de conteúdo relevante, em que ele mesmo apurasse as informações.

Foram 170 textos recebidos.
“Foi uma crítica aberta mesmo. Eu não vejo o pessoal com ambição para ser um blog de referência, lendo e pesquisando materiais de comunicação e novas formas de interagir pelo blog. Virou uma grande mesmice de copiar e colar”, provoca.

quer pagar quanto por um post?

Blogs de muita audiência são contratados por publicitários para divulgar produtos e marcas; questão é polêmica

Gustavo Miller

Blogs são o centro de várias discussões no Brasil. Blog versus livro e blogueiros contra jornalistas são duas bem conhecidas. Mas a questão que levanta mais debates e opiniões polêmicas é a monetização dos blogs – ou seja, é bacana ganhar dinheiro com sua página?

Isso ocorre de três maneiras: por meio da divulgação de anúncios de publicidade na página, os banners; por programa de afiliados, como o Google Adsense, que gera renda conforme o número de cliques nos anúncios exibidos no blog; ou pelo famigerado post pago – em que o blogueiro escreve um texto divulgando certo produto após ter tirado um troco para isso.

De um lado, muitos defendem com unhas e dentes o blog independente, como Sérgio Faria, do Catarro Verde. “Post pago é post vendido. Isso é a negação da maior virtude dos blogs: a independência de opinião”, argumenta. De outro, há quem veja em sua página um negócio decente, como Guilherme Valadares, de 23 anos, responsável pelo www.papodehomem.com.br, e Bruna Calheiros, de 22, do Sedentário & Hiperativo.
Ambos têm parcerias com agências de propaganda, espaços definidos para publicidade e até um mídia kit pronto (dados e análises sobre o blog, como sua audiência e perfil dos leitores).

Já existem empresas de publicidade que quase trabalham somente com blogueiros – vide a Riot, que até os contrata. “65% dos funcionários daqui têm blog. Eles sabem se articular com todas as ferramentas da web e lidar com qualquer tipo de público”, diz Pedro Ivo Rezende, diretor executivo da Riot.

Segundo Rezende (ele mesmo blogueiro – assina o Loser), sua agência visa os blogs de entretenimento. Um site com média de acessos mediano, de 2 mil a 8 mil por dia, ganha de R$ 100 a 300 por post. Os muito populares podem faturar mais de R$ 1 mil por texto publicado.

Para Gustavo Fortes, diretor de criação e planejamento da agência Espalhe, o post pago é infantil e pouco criativo. “O leitor sabe o que é jabá e o blog perde a sua credibilidade”, condena ele, que prefere blogueiros formadores de opinião para espalhar virais (Fortes jura não pagar por isso).

Mas e o leitor, como entra nessa história? Será que esses blogs, ao fazerem publicidade à vera, não perderão seu público? “O leitor não gosta que você ganhe dinheiro com o blog. Ele gosta daquela coisa romântica, de só blogar por diversão”, analisa Fred Fagundes, do Jacaré Banguela. Para ele, a solução é abrir o jogo e avisar que tal tópico é uma publicidade.
Justamente por muita gente não fazer isso, Valadares criou a Campanha pela Transparência Online. “Muitas agências e empresas pedem para não identificar o post pago – mas isso vai contra o Conar (Conselho de Auto Regulamentação da Publicidade), que define que toda propaganda deve ser caracterizada como tal”, justifica.




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NOTÍCIAS
INTERNET



07/04/2008


NECO VARELLA/AE


CLASSIFICADOS - Graças a um emprego, Dani agora vai viver em SP

Entrevista - Dani Koetz, 27 anos

GUSTAVO MILLER

A loirinha Dani Koetz é o sonho de todo jornalista. Calma, isso não é o que parece – por mais que ela seja uma garota que já apareceu de lingerie nas páginas da Playboy, em uma campanha publicitária.

Explico: Dani simplesmente conhece quase todo mundo na blogosfera. Está precisando do contato de certo blogueiro? Fale com a Dani. Quer saber qual será uma nova tendência entre os blogs tupiniquins? A Dani te avisa. A estudante de jornalismo de 27 anos, que escreve no www.ahtrine.com.br, falou com o Link em Porto Alegre e, perguntada se gosta de ser chamada de “musa da blogosfera”, foi enfática: “Prefiro ser chamada de relações públicas”.

Você ficou famosa muito rápido entre os blogueiros. Como isso aconteceu?
Eu tinha um blog apenas para publicar os vários e-mails engraçadinhos que eu recebia. Decidi montar um para não ficar enchendo a caixa de mensagens dos meus amigos. Um belo dia o dono do Treta (Ivo Neuman) entrou no meu blog, viu a minha foto e ficou falando de mim para todo mundo. Aí o Jacaré Banguela fez um post para mim... Foi assim que entrei na blogosfera.

Ou seria para uma certa panelinha de blogs?
As pessoas criam relações verdadeiras fora da blogosfera. Por mais que tu converse com alguém na internet por quatro horas todo dia e nunca a tenha visto, tu cria uma relação de intimidade. Então eu acabo linkando eles para o meu blog, e vice-versa. É como convidar seu amigo para tomar uma cerveja no bar da esquina.

Mas não há um jogo de interesse também por trás disso? Você tem um blog muito visitado, seus banners também. Isso acaba dando mais visitas para ambos, não?
Para cada blog que surge e faz sucesso, surgem sei lá, uns 30 iguais que querem te copiar e virar teu amigo para pegar um pouco de seus acessos. É uma ilusão. Ter blog é uma moda. Hoje qualquer pessoa pode fazer um blog e se sentir amado porque tem 100 pessoas que o seguem no Twitter. Isso é muito a psicologia de ser aceito.

Mas deixa eu ressaltar algo: na blogosfera, mais importante do que o seu número de acessos é a sua influência. Seu blog tem muitos banners de publicidade e posts pagos. Você fica incomodada de ser chamada de “jabazeira” por alguns blogueiros?
Existe a nova geração de blogueiros e a velha, são dois povos distintos. O pessoal mais novo foi facilmente levado pelo mercado e os dinossauros ainda levam a ideologia da coisa ao pé da letra. Eu acho que nem o céu nem o inferno, há espaço para todo mundo. Por que o cara que faz blog com bobagens e ganha R$ 10 mil por mês de post pago deve se sentir diminuído por causa disso?

Mas o excesso de publicidade na sua página não faz você perder a sua credibilidade?
Eu nunca coloco duas propagandas seguidas, mas já aconteceu do blog ter três publicidades e dois posts meus numa semana. Eu sempre aviso o leitor quando é post pago. Nunca escrevi posts do estilo de enganar. Se a marca X quer um texto, eu leio o release e vejo se dá.

terça-feira, março 25, 2008

BlogCamp Brasil

- Um blog sem focoRetrospectiva 2007 e previsões para 2008
31 de December de 2007 Por Manoel Netto


Quando eu penso que tudo começou em Julho de 2007, fico abismado como pudemos em 5 meses realizar 5 grandes encontros de blogueiros brasileiros. O primeiro em São Paulo, depois Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba (teríamos um sexto, que foi transferido para 2008 no Espírito Santo).

O ponto pacífico em todos os encontros já realizados é que o próprio encontro, conhecer a pessoa por trás do blog, sair do “quadrado”, fazer amizades e fortalecê-las é a melhor parte disso tudo. Não há discordância. O melhor dos encontros são as pessoas. E assim, muitos descobrimos que o melhor dos blogs são os blogueiros.

Em 2007 os blogs saíram do armário, do limbo em que se encontravam, do nicho. Nem tanto, mas extrapolaram a própria blogosfera. Tivemos blogueiros em capa de revistas, em calendários sensuais, em entrevistas do mainstream, blogueiros abalando a grande mídia que os chamou de macacos, realizando encontros com empresas e fazendo acordos com elas e muito mais. A blogosfera decididamente está dando as caras e em 2008 isso será ainda mais claro.

Previsões para o ano de 2008?
Blogs deixarão de ser definitivamente restritos aos blogueiros e passarão a ser acessados, lidos e assinados por usuários/leitores de sites e portais;
Surgirão muitos novos blogs de novos usuários de Internet, dando continuidade à sempre presente discussão sobre relevância dos blogs, os caça-paraquedistas, os diários virtuais, etc;
Muitos profissionais que se tornaram conhecidos por conta de seus blogs serão contratados pela mídia tradicional para assumirem colunas em seus veículos;
Outros tantos irão enveredar pelas consultorias e assessorias em Conteúdo Gerado pelo Consumidor;
Haverá uma maior integração entre blogs, podcasts, fotologs, videocasts fazendo com que a Nova Mídia se fortaleça, provavelmente gerando frutos híbridos;
Surgirão empresas criadas por blogueiros e especializadas em blogs;
Aparecerão mais algumas ferramentas de rentabilização de conteúdo e outras irão fechar as portas;
Teremos uma presença cada vez maior em BlogCamps
Aos amigos que fiz nesse tempo, às pessoas que conheci e admiro, aos parceiros de aventuras e negócios, aos leitores, aos anunciantes e até mesmo aos para-quedistas (que não chegarão a ler essa frase): MUITO OBRIGADO E FELIZ ANO NOVO!

E que venha 2008!