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domingo, dezembro 07, 2008


Paixão: gente. Mania: fotografar. A exposição “Retratos e auto-retratos” reúne paixão e mania. Numa série de imagens, Solange Pereira Pinto, fotógrafa amadora, expõe ângulos do seu olhar. Com humor e vício, as imagens revelam parte das faces registradas ao longo de dez anos. Compartilhar o resultado é outro hábito dessa brasiliense que não pára. De 13 a 27 de dezembro, confira no Café com Letras (203 sul) a mostra “Mania em Exposição”, quem sabe você também não esteja por lá?
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segunda-feira, maio 19, 2008

Ato Com Texto faz workshop no Cemeit

Participantes mostram seus trabalhos após a atividade


Na sexta-feira passada (16/05) houve a oficina "Diálogo com tintas", no Centro de Ensino Médio (Cemeit) em Taguatinga/DF. O workshop fez parte da programação de aniversário da escola e contou com a participação de alunos e de educadores. Concentrados na atividade, os participantes experimentaram uma nova forma de comunicação - com tintas - e puderam refletir sobre as maneiras de dialogar diante do outro, do mundo e de si mesmos.


Transcrevo abaixo algumas das reflexões promovidas no encontro:


"A oficina me fez despertar sentimento de amor ao outro. É como se a desilusão e a tristeza tivessem ficado de lado. Os problemas ao dar aula se vão, pois só fica o sol, a luz, a vida, por que nós somos isso: vida. Falar além das palavras, ouvir os outros além das palavras.... Acho que a experiência despertou tal sentimento. Adorei! Boa idéia para se fazer com alunos" (L., educadora).

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"Gostei muito, pois quando ficamos calados refletimos e percebemos quem somos e como somos, em que devemos mudar e em que devemos permanecer" (C., aluna).

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"Foi uma experiência legal. É divertido. Às vezes complicado porque ficar calado é difícil. Mas foi muito bom!" (D., aluna).

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"Para mim foi um pouco difícil, porque a gente fica com medo de errar. Mas depois, quando vemos as pessoas desenhando, passam idéias pela cabeça. Eu gostei muito. Fiquei calma, sem estresse e ainda me diverti. É muito legal!" (G., aluna).

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"Eu achei um pouco complica, mas eu gostei muito, porque é um tipo de atividade diferente. Confesso que fiquei muito tímida, mas acabei me soltando" (X., aluna).

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"Comunicar é muito gostoso!" (F., aluna).

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"Pela primeira vez eu consegui mostrar meu 'eu'. Adorei!" (O., educadora).

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Algumas fotos do evento:

Atividade individual

A atividade passa a ser em grupo


Todos concentrados

Hora de compartilhar a experiência

Trabalho em dupla

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segunda-feira, abril 14, 2008

Bookart personalizados

Uma homenagem. Um presente. Uma biografia. Um portfólio. Uma amizade. Um lazer. Uma surpresa. Um contentamento. Uma terapia. Um propósito. Uma alegria. Um livro-arte!


quinta-feira, abril 03, 2008

TOY ARTE




http://www.diegomedina.com/

domingo, março 23, 2008

performance artística...


Valie Export and Peter Weibel
Tapp und Tastkino
European cities, 1968-71

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Exposição Livro do Artista - 8/12/2006

Na próxima sexta-feira (8/12) haverá exposição de alguns livros de artista produzidos durante este ano pelo Projeto Alfarrábios (idealizado pela gravadora e artista-plástica Manoela Afonso), além de outros livro-arte e livro-objeto. Será no Café com Letras (203 sul) a partir das 19h.

Divulgue e confira!

Contatos sollpp@gmail.com
(Solange Pereira Pinto, participante da exposição)

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Sobre o Projeto:


Atenção...gravando!
Alfarrábios – Livros de artista em Brasília-

Por Manoela Afonso


Quem, quando adolescente, não fez um caderno com poesias, desenhos e colagens? Ou quando criança não adorava rabiscar os livros e revistas de seus pais? Muitas pessoas carregam consigo diários ou cadernos de anotações onde rabiscam, escrevem, desenham, anotam o sonho da noite passada, registram compromissos, histórias, projetos, idéias e objetivos a serem cumpridos na semana que vem, no mês que vem, no ano que vem ou daqui a 30 anos. Esses cadernos, agendas, diários e livros revelam todo um processo de criação e de estruturação de pensamento.


Paulo Silveira, em seu belo livro “A página violada”, chama a atenção para o fato de que livros como os de William Blake (publicados entre 1788 e 1821) e cadernos de Leonardo da Vinci (dos séculos XV e XVI) poderiam muito bem ser considerados livros de artista. Mas esse termo só foi legitimado e conceituado por volta das décadas de 60 e 70, período em que artistas de diversos países se apropriaram do formato “livro” para realizarem suas obras.


Nos anos 80 o livro de artista muitas vezes caracterizou-se pela sua forma ousada de livro-objeto. Artistas passaram a desenvolver um “não-livro”, ou seja, um objeto artístico em forma de livro, mas destituído de toda a sua função literária. As técnicas utilizadas eram as mais diversas: desenho, colagem, pintura, gravura, xerox, escultura. Seus formatos e materiais variavam muito, de papel e madeira a ferro, cerâmica, entre outros.


Em Brasília existe um projeto de troca de livros de artista chamado Alfarrábios que teve início no dia 18 de março deste ano e a sua proposta é reunir artistas para a troca de poéticas, registros e olhares através do livro-arte. Durante os encontros de troca, cada livro, já com algumas intervenções, foi apresentado por seu autor e, em seguida, realizou-se um sorteio para a definição da troca. Cada livro torna-se, então, uma obra coletiva sempre em construção e em infinita transformação.

domingo, julho 09, 2006

Exposição: Cidades - Olhar em construção


Cartaz de abertura




Músicas sobre cidades




Teatro





Pintura a óleo






Colagem e mista





Papel machê




Argila



Fografia



Frases sobre artes



Literatura




Técnica mista


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Acima algumas fotografias da exposição "Cidades - Olhar em construção"
realizada, em junho na Facitec (Taguatinga/DF),
com trabalhos das alunas de Artes,
a partir da proposta triangular de Ana Mae,
sob minha orientação.
O tema da mostra foi cidades.



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sábado, maio 27, 2006

Releitura - Monalisa






Trabalhos realizados pela turma de Normal Superior Matutino 3o semestre. Releitura da obra Monalisa, de Leonardo da Vinci, incluindo conteúdo de artes aliado à interdisciplinaridade e tecnologias. Atividade preparada para primeira série do ensino fundamental. Nas pinturas foram utilizados materiais naturais e artificiais: sementes de urucum, canela em pó misturada com cola, açafrão diluído na água e tinta para tecido. Em, Maio/2006.

sexta-feira, maio 19, 2006

Arte - Exposição

Artes - oficina

segunda-feira, abril 03, 2006

Isopor-gravura II - Alunos/2005





Isopor-gravura






Gravura:
guache sobre collor plus preto. Técnica de "isopor-gravura". Em atividade em sala de aula sobre Cordel e xilogravura para alunos de Leitura e Produção de Textos do Curso Normal Superior da Facitec/2005 - Professora Solange Pereira Pinto.

quinta-feira, março 02, 2006

Arte Digital


Manipulação fotográfica - Arte Digital - Solange Pereira Pinto - 2005

Arte - Reflexões


“A arte torna-se viva somente quando ela oferece uma estrutura teórica para questionamentos”.

Norman White
In: DOMINGUES, Diana. A arte no século XXI. A humanização das tecnologias. São Paulo: Unesp, 1997

“Mesmo na década de 90, pouquíssimos artistas descobriram que o computador é muito mais do que uma ferramenta. Uma ferramenta é um aparelho projetado para desenvolver uma série de funções muito particulares. Por outro lado, a funcionalidade de um computador não tem fim. Seu escopo total não é – e jamais poderá ser – completamente entendido, mesmo por quem o projetou. A noção completa do processamento de informação é uma cifra que se expande à medida que a consciência se expande, e sua total importância sempre está além do nosso entendimento. É como se nós, acidentalmente, nos enganchássemos na ponta do chifre de uma animal, no interior de uma labirinto existencial. Parte do problema está na própria palavra “computador”. O nome implica obstinação e resultados controlados. Seria muito melhor o chamarmos de ‘o espelho deformante da casa dos espelhos’ (fun-house mirror), o que nos remete à capacidade que o ‘computador’ tem de absorver nossa intenção e joga-la de volta para nós como uma metamorfose surpreendente. Potencialmente, esta metamorfose fornece uma ponte conceitual para um padrão completamente novo de pensamento e investigação”.

Norman White
In: DOMINGUES, Diana. A arte no século XXI. A humanização das tecnologias. São Paulo: Unesp, 1997

“A Arte é a base da vida, sem ela o homem não vive, pois ela está presente em todos os momentos existenciais do ser humano, tanto no que concerne à estética do cotidiano como à estética formal, pois o indivíduo convive em sua cotidianidade com esta relação dialética tendo a Arte sempre presente em sua vida em um determinado contexto sociocultural. Sob este prisma o ensino de Artes se notabiliza, pois é a mola-mestra para o desenvolvimento cognitivo e sensibilidade na formação acadêmica, seja na educação básica seja no ensino superior”.

Ayrton Dutra Corrêa
CORRÊA, Ayrton. Ensino das artes: múltiplos olhares. Ijuí: Unijuí, 2004

“Convidar é convocar, seduzir, despertar a atenção para um evento, no caso para imagens tanto do cotidiano como da Arte. Um convite pressupõe quem convida, uma pessoa ou instituição, quem é convidado e uma dada situação. Por isso, um convite ao olhar das crianças. De crianças pequenas que cotidianamente olham muitas imagens na rua, na escola, na televisão, mas pouco expressam o que pensam acerca dessas imagens.... Estudos da área da educação apontam a necessidade de propostas sistematizadas de possibilidades de leitura, incluindo imagens do cotidiano, programas televisivos e obras de Artes Visuais, a serem feitas desde a escola de Educação Infantil, de modo a propiciar uma visão crítica do mundo imagético. Assim, é importante refletir com as crianças sobre as imagens que elas vêem no seu cotidiano, ajudá-las a olhar e a compreender o que lhes é apresentado... A teoria de Piaget, ao tomar como foco a interação entre o sujeito e o meio físico ou social na construção de conhecimento, auxilia-nos a entender como a criança em interação com diversas imagens, atribui sentido a elas. O sentido vai ser dado pelo contexto social e cultural e pelas informações que o leitor possui. Ao olhar uma imagem a criança procura atribuir-lhe um significado, como uma forma de relacioná-la aos seus sistemas de significações”.

Analice Dutra Pillar
CORRÊA, Ayrton. Ensino das artes: múltiplos olhares. Ijuí: Unijuí, 2004

“As pesquisas de Parsons, ao investigarem o desenvolvimento estético, estabeleceram cinco estágios na compreensão das imagens: a) atração pela cor: associações livres; b) ênfase no tema: beleza e realismo; c) expressividade; d) organização e estilo da obra; e) interpretação difere de juízo. Nesses estágios o autor salienta quatro aspectos: o tema, a expressão, os aspectos formais e o juízo. Esta seqüência, representa uma descrição do desenvolvimento da experiência estética. Estas etapas, segundo o autor, sucedem-se numa ordem que não é arbitrária: é preciso que determinadas etapas estejam adquiridas antes de se passar às seguintes. Parsons (1992) diz que cada passo representa um avanço em relação ao precedente porque possibilita uma compreensão mais apurada da Arte. O ritmo com que cada indivíduo percorre esta experiência depende da natureza das obras de Arte com que entra em contato e do grau em que se vê estimulado a refletir sobre elas”.
Analice Dutra Pillar
CORRÊA, Ayrton. Ensino das artes: múltiplos olhares. Ijuí: Unijuí, 2004

“O fazer artístico é uma forma de criar, ordenar, configurar, articular e expressar dada realidade. Nesta experiência estão implícitas as configurações de vida dos indivíduos, pauatadas dentro de valores coletivos, e expressas desde uma materialidade própria, possibilitando, a partir das propostas das linguagens, alterações culturais e sociais de todo um grupo.”

Ayrton Dutra Corrêa
CORRÊA, Ayrton. Ensino das artes: múltiplos olhares. Ijuí: Unijuí, 2004

“A Arte nos permite sentir a dinâmica da própria vida, pois o que percebemos por meio dela não é uma simples e única qualidade emocional. Como nos lembra Cassirer (1972), a Arte transfere todos os sofrimentos e violências, crueldades e atrocidades em meios de autolibertação, dando-nos assim a liberdade interior que não pode ser alcançada de nenhum outro modo. Neste sentido, lembramos Maria Helena Andrés quando diz que o artista é a voz que se alteia mesmo que seja na mudez aparente da pedra, pois, como destaca Pereira (1993), ‘a Arte é a expressão de um sentir particular, externado por diferentes linguagens, decorrentes do simples fato de estarmos vivos, percebermos e nos inquetarmos”.

Ayrton Dutra Corrêa
CORRÊA, Ayrton. Ensino das artes: múltiplos olhares. Ijuí: Unijuí, 2004

“Cientes de que o homem, seja o artista ou o professor de Artes, é produto de sua época, desdobrando o seu ser social em formas culturais, consideramos que nessa interação-ação com o mundo o indivíduo Arte-educador-artista descobre novas qualidades, reconsiderando até mesmo valores culturais. Fayga Ostrower (1996) respalda essa situação lembrando que ao aprofundar certos conteúdos valorativos, ou ao afirmar certas necessidades de vida que são negadas dentro do contexto cultural, as soluções criativas que o homem encontra, concretizam sempre uma extensão do real. Ainda que formulem caminhos utópicos, partem do real”.

Ayrton Dutra Corrêa
CORRÊA, Ayrton. Ensino das artes: múltiplos olhares. Ijuí: Unijuí, 2004

quarta-feira, janeiro 11, 2006

O artista

"A vida do artista não poderia deixar de ser cheia de conflitos, porque duas forças estão em guerra dentro dele - por um lado, o anseio natural do homem por felicidade, satisfação e segurança, e por outro lado uma paixão cruel pela criação, capaz de ir tão longe a ponto de anular qualquer desejo pessoal. (...) Quase não há exceções à regra de que uma pessoa deve pagar caro pelo divino dom do fogo criativo".


Autor: Carl Jung

Arte I

"Se fosse da natureza do indivíduo o não ser ele mais do que um indivíduo, tal desejo seria absurdo e incompreensível, porque então como indivíduo ele já seria um todo pleno, já seria tudo o que era capaz de ser. O desejo do homem de se desenvolver e completar indica que ele é mais do que um indivíduo. Sente que só pode atingir a plenitude se se apoderar das experiências alheias que potencialmente lhe concernem, que poderiam ser dele. E o que um homem sente como potencialmente seu inclui tudo aquilo de que a humanidade, como um todo, é capaz. A ARTE É UM MEIO INDISPENSÁVEL PARA ESSA UNIÃO DO INDIVÍDUO COMO O TODO, reflete a infinita capacidade humana para a associação, para a circulação de experiências e idéias..." Ernst Fischer



Trecho do livro “A Necessidade da Arte”, de Ernst Fischer, Editora Guanabara.